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10 erros mais comuns no orçamento das obras

Nós da equipe do PMO da Iben Engenharia, participamos da Webinar promovida pela TOTVS, visando aprimorar conhecimentos e nos aprofundar no tema conduzido com excelência pela Aldo Mattos Consultoria. Foi uma ótima oportunidade que contribuiu reforçando procedimentos já adotados na empresa e incentivando a geração de novos recursos, bem como orientando redesenhos de processos e soluções que utilizamos, otimizando nossa produtividade e agregando ainda mais qualidade aos nossos resultados.

Sempre bom o aprimoramento contínuo! Sempre boa a dedicação aos estudos e conhecimentos de novas técnicas! Sempre profícuo manter a atenção ao que parece comum e corriqueiro, mas que pode ser melhorado, pois repercute no resultado final de modo muito importante.

Assim é a Iben Engenharia, sempre valorizando as melhores práticas!
Emilene Batista (arquiteta orçamentista – Iben Engenharia – PMO)

Confira o conteúdo do webinar:

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ORÇAMENTO DA CONSTRUÇÃO CIVIL – 10 ERROS COMUNS COMENTADOS

São 10 erros comuns no orçamento das obras, os seguintes:

  1. Deixar de fazer visita de campo;
  2. Desconhecer critérios de medição;
  3. Uso de composições padrão;
  4. Ignorar convenção coletiva de trabalho (leis trabalhistas em geral, por região);
  5. Esquecer frete e descarga;
  6. Não equalizar propostas;
  7. Não gerar curva ABC;
  8. Orçar custo indireto como percentual;
  9. Errar alíquota de impostos; e
  10. Aplicação equivocada de impostos e lucro.

Trazendo esses tópicos para o cotidiano profissional, a percepção se amplifica, mesmo diante de temas tão corriqueiros e aparentemente comuns e de domínio de um orçamentista.

Todo projeto tem especificidades, por mais padrão que possa parecer e exige, portanto, uma checagem de dados a cada etapa definida, para somente então se prosseguir nos processos de um orçamento. A organização de dados através de um romaneio ordinário de passos pode ser desenhado, contendo etapas e subetapas que orientem no departamento de orçamento, todo profissional que venha a se envolver com o orçamento, independente do momento em que se envolva. De modo a não comprometer a qualidade do orçamento. Diante dessa premissa e usando os “10 erros” listados acima como tópicos orientadores, seguem considerações que podem colaborar como importantes apontamentos (dicas!) para os orçamentistas.

Relevante destacar inicialmente que um bom processo de orçamento, que se fundamente em qualidade, deve estar contido num processo claro e contar com tempo hábil para todas as devidas checagens, revisões, atualizações e verificações que garantam a eficiência, eficácia e assertividade do resultado final. Dosar e estabelecer o tempo é uma das tarefas mais relevantes e planejar as etapas com espaço para aplicar eventuais correções é essencial.

Assim, com o tempo delimitado e o cronograma de trabalho definido, sabidas as etapas e subetapas implícitas e inerentes ao trabalho, considere-se:

  1. Deixar de fazer visita de campo:

Além de aspectos como vizinhança, acessos e condições, mananciais, suprimentos, entre outros, este aspecto, embora possa ser categorizado como um erro básico, pode ter numa ação aparentemente apropriada o comprometimento do orçamento, tanto quanto a falta da visita: a visita ser feita por um profissional e o orçamento ser desenvolvido por outro sem o amparo de um criterioso formulário de levantamento juntamente com um levantamento fotográfico (quando possível). As percepções variam de profissional para profissional e especialmente dados havidos há posteriore pela memória, podem comprometer bastante o orçamento, além de potencialmente gerar custos de eventual revisita e perdas com relação à prazos.

  1. Desconhecer critérios de medição:

Este erro pode ser relacionado com métodos da empresa, contratante do orçamento, que sejam definidos depois do orçamento, ou melhor, depois de estabelecida a verba destinada ao serviço. Podem ocorrer concorrências entre fornecedores terceirizados para os serviços e, a contratação pode ser modelada conforme o melhor custo benefício em consonância com a equalização de propostas. Desse modo, os critérios de medição e pagamentos devem permitir uma flexibilidade, ou seja, contar com uma margem que possa ser suprimida sem prejuízo do montante geral, conforme as condicionantes e decisões que se apresentem futuramente. Há que se realizar, contudo, um apontamento para quais itens tenham essa peculiaridade, de maneira que sejam promotores de benefícios e nunca de prejuízos. O trato adequado da dicotomia: custo x benefício implica direta e proporcionalmente na qualidade final do orçamento, quando este se reverte em planejamento e obra. Apontamentos objetivos podem fazer toda a diferença e demonstrar o know how e eficiência de uma empresa. Constitui um item diferencial importante para um departamento de orçamento pela repercussão que pode ter.

  1. Uso de composições padrão:

Na admissão de que todo projeto é exclusivo e tem suas especificidades e peculiaridades, o uso de composições padronizadas, a utilização de uma EAP engessada, padrão, que obriga o projeto a se adaptar, são práticas que inevitavelmente induzem e conduzem com gravidade a problemas. É fundamental que cada projeto em orçamento possa ser avaliado com perspicácia e estruturado em seus diferenciais, seja no referente à precificação dos insumos, produtividade da mão-de-obra, serviços empreitados ou previstos para emprego de mão-de-obra própria.

Se faz bastante conveniente, senão indispensável, então, que se elabore um questionário bastante completo, que tenha apontados pelos responsáveis do projeto ou idealizadores das metas para o produto os aspectos que norteiem e, melhor ainda, que definam os moldes de modo a integralizar aspectos desde a montagem da EAP até as especificações e hierarquização das etapas e serviços com seus insumos. Isso promove o amadurecimento do orçamento em fase inicial e resulta num processo primoroso produzindo meios mais eficientes para um planejamento assertivo e competente, ágil e flexível, muito mais apropriado às exigências da volatilidade do mercado da construção.

  1. Ignorar convenção coletiva de trabalho (leis trabalhistas em geral, por região):

A legislação vigente que regulamenta e parametriza a mão-de-obra da construção civil, é uma importante variável a ser considerada no orçamento, por razões óbvias. Diante disso, é relevante que conste num romaneio de orçamento, para ser item checado e aplicado, todos os valores atualizados conforme a região. Dessa maneira se pode evitar desagradáveis surpresas na realização de um projeto orçado. E cabe salientar que é temerário considerar o dado como conhecido e permitir assim o avanço de um processo sem sua devida checagem. Isto porque a legislação é bastante dinâmica e pode ter nuances alteradas que repercutam em mudanças de índices, alíquotas, enfim percentuais importantes incidentes na mão-de-obra e impostos em geral numa obra civil.

Também importante registrar que as convenções coletivas e legislações correlatas implicam diretamente nas despesas operacionais, cujo custo é determinante num orçamento.

  1. Esquecer frete e descarga:

O transporte e descarga de materiais em geral, uma vez desconsideradas as características logísticas locais e específicas de determinados materiais, pode comprometer muito o orçamento, pois implica além do custo, na produtividade e consequente cumprimento de cronograma de uma obra. A expressão “time is money“, nada mais é que a tradução de uma realidade crucial, especialmente na construção civil: comprometimento de tempo implica diretamente nos custos de uma obra. E custos, devem ser previstos com a maior razoabilidade e racionalidade possíveis no orçamento e seus processos.

Além disso, as especificações técnicas, tipos de embalagens, validade de proposta e prazos de entrega dos materiais, se postos em obra ou para retirada no fornecedor, são fatores preponderantes nos custos que o orçamento deve contemplar.

  1. Não equalizar propostas:

A precificação dos materiais e mão-de-obra, implica na elaboração de documentos técnicos completos que orientem os fornecedores de modo a viabilizar a equalização de propostas para aplicar ao orçamento os valores acertadamente. A não equalização de propostas, indefinições de escopo, podem comprometer seriamente o orçamento, pelo simples motivo de induzir ao erro na interpretação do que foi efetivamente considerado e será efetivamente praticado.

  1. Não gerar curva ABC:

É conhecido no universo da construção civil que a curva ABC constitui relatório indispensável à crítica de um orçamento. Pois fornece parâmetros que permitem delinear o planejamento ou investir em revisões de conceitos e processos aplicados, visando adaptar o produto à diversas realidades da construção, contemporâneas às fases de concretização do projeto, sob condicionantes socioeconômicas e até mesmo culturais. A checagem e apuração dos dados disponibilizados pela Curva ABC, podem promover avaliações preponderantes, e ignorá-los, portanto, mostra-se incompatível com o sempre almejado sucesso de um projeto.

  1. Orçar custo indireto como percentual:

Os custos indiretos de uma obra podem variar tanto, que adotar um percentual para seu cálculo e aplicar isso de forma padronizada e linear num orçamento é perigoso. À título de estimativa é até válida essa conduta. Porém em se tratando de um orçamento direcionado e com objeto e objetivo definidos, há que se tratar os custos indiretos com a objetividade indispensável ao objeto e suas características.

A propriedade e segurança no trato com os custos indiretos demanda o registro histórico de orçamentos praticados e a composição desses dados modela importante indicativo de composição para este aspecto tão relevante do orçamento. Itens como consumos de água e energia, EPI’s, devem ser calculados com a atenção voltada ao projeto e suas características.

  1. Errar alíquota de impostos:

Os impostos, em medida equivalente à questão da legislação pertinente à mão-de-obra, constituem fator que não se pode ignorar. Assim, deve ser item constante da lista para verificação e eventual revisão no orçamento. Um erro de aplicação de impostos no orçamento pode comprometer o todo de modo muito importante. A correção deste aspecto é indispensável.

  1. Aplicação equivocada de impostos e lucro.

Geralmente o fechamento do orçamento subsidia o competente para a aplicação do lucro. Assim, a composição mais assertiva e competente do orçamento como um todo é a principal ferramenta para evitar o equivoco na aplicação do lucro. O orçamento deve ter em seus processos, soluções simples e claras, eficazes e eficientes, apontamentos e histórico registrados, memoriais quantitativos e qualitativos versáteis e fidedignos. Pois são as soluções mais simples e transparentes que geralmente resolvem complexidades devidamente estudadas e segmentadas, gerando eficácias e eficiências, que registradas produzem rico banco de dados e apontamentos promotores de melhorias aos memoriais quantitativos e qualitativos, atribuindo-lhes mais qualidade, precisão, versatilidade e fidedignidade. Este é um ciclo, cujas engrenagens são interdependentes e embora hierarquizadas, suas dimensões maiores ou menores não determinam sua importância.

emileneEmilene Batista

Arquiteta e Urbanista / Tecnologia das Edificações / Orçamentista / Consultora PMO – Iben Engenharia

2 comentários em “10 erros mais comuns no orçamento das obras

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